5 medidas que podem melhorá-las

A doença chamada insuficiência venosa crônica (IVC) não se refere apenas às varizes das pernas. As hemorróidas, varizes vulvares ou sua anatomia prévia pélvica também são varizes e pertencem à ICV. Neste sábado, comemora-se o Dia Nacional de Prevenção das Doenças Venosas.


“É a situação de doença de longa duração decorrentes de alterações anatômicas ou funcionais do sistema venoso, que se manifestam por sinais e sintomas que precisam de estudo e tratamento”, ressalta, em uma entrevista com Infosalus o médico de família, Manuel Frias Vargas, especialista em risco vascular.


Deve-Se ter em conta que esta é uma patologia com uma “importante prevalência durante a gravidez”, já que as varizes afetam a 40% das gestantes, e, portanto, trata-se de um motivo frequente de consulta, tanto na Atenção primária como em Obstetrícia. “Mais frequentes em multíparas que primíparas. Apresentam-Se desde o primeiro trimestre (desde as primeiras semanas (2-3) da gravidez)”, explica o médico especialista em Medicina de Família e comunidade do centro de saúde Santo André de Madrid.


Assim, indica que os sintomas mais frequentes de insuficiência venosa são o edema dos membros inferiores, que se acompanham de outros, mais não específicos, e que podem ir desde a sensação de peso e fadiga, coceira, cãibras musculares, até mesmo o aparecimento de dor.


“Esses sintomas, que em estágios iniciais da patologia, são brandos ou podem estar ausentes na primeira hora da manhã, mas aumentam ao longo do dia com o ortostatismo (ficar de pé) e o calor, voltando a melhorar durante o descanso noturno com o decúbito (de preferência lateral-esquerdo da gestante)”, explica o também coordenador nacional do grupo de trabalho de vasculopatías da Sociedade Espanhola de Médicos de Atendimento Primário (Semergen).


POR QUE OCORREM AS VARIZES DURANTE A GRAVIDEZ?


Além disso, sustenta que há diferentes fatores que podem aumentar a doença pré-existente ou nova aparição:


-Genéticos: Fraqueza da parede venosa.


-Hormonais: O aumento de estrogênio age nos vasos sanguíneos, e especialmente nas veias, aumentando os glóbulos vermelhos, o que favorece a hipotensão arterial em mulheres grávidas, e piora da IVC.


– Fator mecânico: O crescimento do útero gestante aumenta a pressão na veia cava e com o aumento da pressão abdominal que piora o fluxo sanguíneo venoso.


Dependendo das características das varizes, podem ou não desaparecer após o parto. Além disso, sobre o seu perigo, o especialista alerta que a presença de IVC durante a gravidez é um importante fator de risco para sofrer de um evento tromboembólico durante o puerpério tardio”.


“As sociedades científicas que trabalhamos com esta doença a consideram como ‘fator de risco trombótico intermediário’ durante a gravidez, e quando coexiste com outros fatores (idade superior a 35 anos, multiparidad, gravidez múltipla, índice de massa corporal acima de 30, fumante, técnicas de reprodução assistida, eclampsia, hiperemesis gravídica). Nesta situação deve ser avaliada por especialistas”, apostila Frias Vargas.


Com tudo isso, o especialista recomenda que, se você está grávida e tem varizes antes da gravidez, ou tem os fatores de risco discutidos, você deve ir ao seu médico de família.


DICAS DE COMO PODEMOS LIDAR COM ELAS E TRATÁ-LAS


Por sua vez, recomenda-se 5 medidas que podem melhorar a insuficiência venosa na gravidez:


1.- Evitar um aumento excessivo de peso durante a gravidez, assim como o sedentarismo, aumentando a atividade física e reduzindo o sobrepeso e a obesidade, e o ortostatismo prolongado.


2. Evitar o uso de roupas muito apertadas e usar salto de menos de 3 cm


3. Evitar a prisão de ventre.


4. Repouso com elevação dos membros inferiores (15-20 minutos de duração, várias vezes ao dia), e manter essa elevação de 15-20 cm para o descanso noturno. Em algumas ocasiões você pode usar as meias de compressão adequadas à patologia existente.


5. Utilização de medicamentos venotónicos sob prescrição médica.